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Nossa música - Dani Atkins


Título: Nossa música
Subtítulo: E se o seu marido fosse o grande amor de outra pessoa?
Autor(a): Dani Atkins
Publicação: Arqueiro – 2017
Número de páginas: 368
Onde encontrar: Skoob, Amazon, Saraiva, Submarino
Nota: 🌟🌟🌟🌟,5
"Naquela noite terrível e decisiva, estávamos no mesmo barco, como sobreviventes de um naufrágio, e não tínhamos ninguém a quem recorrer, exceto uma à outra."
Quando Ally e David namoravam e estavam perdidamente apaixonados, Charlotte foi morar na mesma casa onde David morava com seus amigos. Ally e Charlotte tinham tudo para serem amigas, já que Ally vivia na casa deles. Mas as coisas foram mais complicadas e a vida deles seguiram seus rumos e as garotas nunca mais se encontraram.
Oito anos se passaram e Ally recebe na porta da sua casa dois policiais para comunica-la que seu esposo havia sofrido um acidente e estava no hospital lutando pela vida. Assim como Charlotte recebe uma ligação avisando que seu esposo havia tido um ataque cardíaco. Então, após longos anos elas finalmente se reencontram numa recepção de hospital e em uma situação delicadíssima.
"Veja só o que vai acontecer, Deus. Melhor voltar atrás. Mude tudo agora mesmo antes que seja tarde. Faça com que tenha sido um engano terrível."
" - Não faço a menor ideia do que você está falando, mas é claro que meu lugar é aqui. O homem que eu amo está lutando pela vida, onde mais eu deveria estar?
  - Ele não é seu marido. É meu!"

"Não é por causa do seu marido que eu estou aqui, é por causa do meu - explicou Ally."

A vida real é assim, nos prega peças difíceis de entender. Mas ambas as mulheres estão machucadas e sofrendo, será que elas conseguem ignorar o que aconteceu no passado? Precisam dividir uma recepção de hospital e carregar o peso do sofrimento em ver o homem que ama lutar para sobreviver.
"O estresse pode fazer coisas estranhas com uma pessoa quando alguém que ela ama está em perigo."
A narrativa é intercalada entre presente e passado. Os capítulos em que são narrados o passado, são de momentos em que a história se desenrola. São nesses momentos em que vamos conhecendo os personagens, suas personalidades e suas histórias com mais detalhes. Acredito que em algum desses momento talvez você começará a defender um dos lados. Mas para ser bem sincera em nenhum momento eu defendi um lado porque em muitos momentos pensei "quem sou eu para julgar um desses personagens?". Cada um tem sua história de vida, cada um tem suas motivações (mesmo que não muito aceitáveis). É uma ficção mas na vida real as coisas também são assim, complicadas. As pessoas são egoístas, elas querem defender as suas causas, os seus sonhos e os seus sentimentos, principalmente os jovens e esses personagens são muito jovens quando tudo acontece.

Eu achei uma história muito sensível, cada coisa é importante na construção dessa história. Me sensibilizei por todos os envolvidos, de verdade. Gente, como a vida é cruel quando andamos no fogo cruzado, quando vamos seguindo ela sem controle, sem rumo.


Existem coisas que (talvez) irão te pegar de surpresa. No decorrer da história eu fui sacando, mas talvez para você passe despercebido. Já havia assistido um filme de Nicholas Sparks com algo parecido hehehehe.

Eu amo quando um livro dá alguma lição sobre perdão. Perdoar é uma dádiva, você vive melhor, vive mais leve sem aquele peso de algo que te machucou e que só vai continuar machucando enquanto você deixa-la presa a você. Deixar ir... é muito sábio.
"Parece que algo, como um arame farpado invisível, nos mantém amarrados todos juntos. Você acha que já passou, acha que está livre, mas, se correr muito na direção oposta...bem, ele corta você." 
"Pareceu haver um motivo para que estivéssemos todos ali, naquela noite, naquele lugar. Pessoas precisavam ser curadas, e não por médicos e enfermeiros, mas por nós. E a cura estava acontecendo naquele instante."
Já vi alguns comentários sobre o final dessa história, comentários negativos, mas eu sinceramente gostei. Não achei original, mas gostei bastante. É a vida, ela acontece assim, ela segue seu curso sem que as vezes concordemos com ele.
"O passado e o presente não tinham o menor direito de estarem no mesmo lugar. No entanto, estavam"







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2 comentários:

  1. Oi Carla, é verdade, somos amigas no skoob!
    Também não conhecia seu blog.
    Mas então, eu não fiquei maravilhada com o final, mas aceitei numa boa, nem sempre podemos escolher né!
    Adorei a resenha!!

    Beijos Mila
    Daily of Books

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    1. Acabamos de inaugurá-lo :P
      Verdade, não fiquei maravilhada também, mais aceitei facilmente. Vi muita gente falar super mal, mas n achei.
      Obrigada! Bjocas :*

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