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[Resenha] A irmã da pérola - Lucinda Riley

Título: A irmã da pérola (As sete irmãs #4)
Autor (a): Lucinda Riley
Publicação: Arqueiro - 2017
Número de páginas: 528
Onde encontrar: AmazonSaraivaSkoob
Nota: 🌟🌟🌟🌟,5

"Bem, viver é enfrentar seus medos, não é?"
Nesse quarto volume da série "As sete irmãs", conhecemos a história de Celeno, ou, Ceci. E após a morte de seu pai, Pa Salt, ela começa a sua jornada em busca da sua origem. Ela sempre se sentiu um estranho no ninho, nunca se encaixou, sempre viveu como nômade, viajando por aí. Além de ser disléxica é uma excelente artista. Agora ela parte para a Austrália para saber mais de si mesma, conhecer o seu passado e se redescobrir.
"(...)é como se todos quisessem me colocar em uma caixa e me rotular, mas eu só queria ser eu."

Ceci era uma das irmãs que eu menos simpatizei durante a aparição dela nas outras histórias. Achava ela meio fútil, mandona e muito manipuladora. A relação dela com Estrela me incomodava muito porque eu achava que ela ofuscava de forma maldosa a sua irmã. Achava que Estrela era a boazinha que não enxergava a pessoa manipuladora ao seu lado. Veja só, que pensamento errôneo. Nessa história nós conhecemos a verdadeira Ceci, profundamente. A sua personalidade é explorada desde o principio, o que a fez ser a Ceci de hoje. Ela mostra muito sensível e vulnerável, do jeitinho que eu enxergava a sua irmã Estrela. E toda aquela casca dura, que eu achava manipuladora, era apenas uma proteção.

Essa, assim como as outras, é uma história de redescoberta e recomeços. Ceci deixa "tudo" o que a prende em Londres e vai em busca de algo desconhecido, o seu passado. E para isso é preciso muita coragem, já que, ela mostra-se uma personagem extremamente insegura. Ela é uma mulher de 27 anos que ainda não se descobriu, apenas sabe que é uma artista e mesmo isso, a faz insegura quanto a sua arte. Ela me surpreendeu no quesito pessoa. Como já mencionei, não havia simpatizado com ela, até conhecê-la nesse volume. Foi uma grata surpresa. 
Apesar das suas inseguranças ela se abriu para novas experiencias e para conhecer mais da origem da sua família biológica. E tudo isso sem deixar de valorizar e ser grata pelo seu pai adotivo, Pa Salt.
"(...) tinha aprendido da maneira mais difícil que nunca se pode ter ninguém, mas talvez pudesse pertencer a mim mesma e a uma cultura que me definia."
Como todas as histórias dessa série, a narrativa intercala entre Ceci no presente e Kitty no passado. A história de Kitty é muito boa. Numa Austrália antiga conhecemos sua caminhada de menina a uma grande mulher. Que conquistou posições, consideradas na época, por posição apenas para homem. Se mostrou uma mulher definida, de garra, forte e de uma inteligencia incrível. Mas apesar disso, ela teve uma vida carregada por muitos traumas e tristezas. Mas é aquele tipo de personagem que torna-se exemplo de mulher forte. E depois de quatro volumes dessa série lidos, eu consigo notar que Lucinda sempre cria personagens assim, mesmo sendo totalmente diferentes, elas sempre são "girl power". 

E para não deixar passar e branco a sessão rasgação de seda kkkk, vamos aos comentários sobre como Lucinda é excelente na arte de pesquisar para escrever suas histórias. Nesse volume ela conta sobre a Austrália Ocidental desde 1907! E como sempre é uma história muito rica em conteúdo histórico, muito bem ambientada e cheia de lendas e conteúdos culturais do local. Eu simplesmente amo isso! Quem me conhece sabe que eu amo um livro bem ambientado e cheio de coisas que agregue ao meu intelecto. 
O resto não preciso nem falar né? Narrativa, escrita, descrição tudo impecável do jeito que só Lucinda faz! hahahah!
Mais um da série que eu recomendo demais. A série só evolui, só fica cada vez melhor! To ansiosa para o próximo volume :P
"(...) amor não é algo a ser racionalizado e nenhum ser humano escapa de seu controle, acredite."

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