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[Projeto] Clássicos de A a Z

Projeto Literário de Clássicos de A a Z

E aí, pessoal, tudo bom?
Agora virão as sequencias de posts sobre metas, projetos e desafios para 2019! uhu!
E esse projeto, criado pelas meninas dos instagrams: @leiturasdajen, @bibliotecadadi e @contudoeentretanto, é um dos que estarei participando ao longo do próximo ano.
Tem um tempo já que os meu gosto literário vem se modificando e achei que seria ótimo investir nos clássicos, já que, é um estilo de leitura que tenho gostado de fazer.

O calendário dos primeiros   meses do projeto é o seguinte:

  • Janeiro: Letra A - Ane Brontë: A senhora de Wildfell Hall

Clássico da literatura inglesa, considerado o primeiro romance feminista, em edição integral. 

Filha mais nova da família Brontë, Anne era irmã de Emily Brontë, autora de O morro dos ventos uivantes, e de Charlotte Brontë, autora de Jane Eyre — livros clássicos e reeditados até hoje. Anne Brontë (1820-1849) desafia as convenções sociais do século XIX neste romance, A senhora de Wildfell Hall. A protagonista da obra quebra os paradigmas de seu tempo como uma mulher forte e independente, que passa a comandar a própria vida. Ao chegar à propriedade de Wildfell Hall, a Sra. Helen Graham gera especulação e comentários por parte dos vizinhos. O jovem fazendeiro Gilbert Markham, por sua vez, desperta um grande interesse pela moça e, aos poucos, vai criando uma amizade com ela e com seu filho. Porém, os segredos do passado da suposta viúva e seu comportamento arredio impedem que o sentimento nutrido pelos dois se concretize, fazendo com que Gilbert tenha dúvidas sobre a conduta da moça. Quando a Sra. Graham permite que ele leia seu diário a fim de esclarecer os fantasmas do passado, o rapaz compreende os tormentos enfrentados por aquela mulher e as razões de suas atitudes. Ela narra sua história até então, desde a relação com um marido alcoólatra e de conduta abominável até a decisão de abandonar tudo em nome da proteção do filho.

Editora Record | 2017 | 504 páginas | Onde encontrar: Skoob, Amazon

  • Fevereiro: Letra B - Bran Stocker: Drácula 

Um pavoroso embate entre bem e mal que seduz milhares de leitores há mais de um século. Fonte de inúmeras adaptações para palcos e telas, e, inspiração para artistas, escritores e músicos de todas as áreas, Drácula é um ícone obra máxima e incontestável de Bram Stoker. De um lado o conde Drácula, o mais famoso vampiro da literatura, e sua legião crescente de mortos-vivos. De outro lado, um grupo unido e decido a caçá-lo: o casal Harker e o médico holandês, Van Helsing, e seus amigos. Romance epistolar ágil e bem construído, esse livro enredará também você nessa dramática corrida contra o tempo. Essa edição traz apresentação de obras e vida do autor, cronologia, centenas de notas e o texto integral de Bram Stoker, tudo isso no padrão de qualidade dos Clássicos Zahar. A versão impressa apresenta acabamento de luxo e capa dura

Zahar | 2015 | 476 páginas | Onde encontrar: Skoob, Amazon, Kindle Unlimited

  • Março: Letra C - Clarisse Lispector: Perto do coração selvagem

Em Perto Do Coração Selvagem, Clarice narra a história de Joana, uma moça que logo fica órfã de pai e mãe, e que desde sempre tem o costume da introspecção. Falando-se de Lispector, e em especial este livro, a sensação que percorre as veias depois da leitura é de um mergulho tão profundo em si mesmo, profundo o suficiente para não se voltar mais à superfície como antes.
A narrativa do romance é quebrada, feita de flashbacks da memória da personagem principal, que se fundem com seu dia-a-dia, com os diálogos com os outros personagens. Diálogos que não aparecem muito durante a leitura, mas que sempre deixam a sensação de serem monólogos, devido ao fato de Clarice jamais abandonar a percepção da mente do personagem frente a palavras e meios externos.
O romance caminha em passos árduos, num silêncio branco. Árdua é a leitura do livro, pois como foi dito, não se volta mais a superfície como antes. É um mergulho, é uma tentativa de saber a si mesmo, de perguntar-se pouco, compreender mais e entender o que for necessário. É um romance pra sentir "no estômago", e não para ser entendido. Clarice Lispector é deveras humana, a sua busca pela lucidez revela, de um outro ângulo, sua insatisfação com uma realidade moldada. Joana, a personagem do livro, entende que é eterna em seu pensamento contínuo: e chega a cansar-se várias vezes. Mas prossegue, como uma lagarta que mesmo machucada, gorda de si mesma e feia, tece um casulo em volta de si para alcançar seu outro estágio. Como disse Hermam Hesse " Não há caminho mais obscuro para o homem do que aquele que o leva para si mesmo". Clarice mostra, neste romance, que o caminho é obscuro apenas enquanto não encontramos, reconhecemos, identificamos e transmutamos nossa própria luz. O túnel é profundo, mas como se saber o que tem no final se nos acostumamos com a escuridão da inconsciência?

Editora Rocco | 1998 | 204 páginas | Onde encontrar: Skoob, Amazon 

  • Abril: Letra D - Daniel Defoe: Robinson Crusoé

O argumento básico de Robinson Crusoé é universalmente conhecido. Isolado em sua “Ilha do Desespero” (ao largo da atual Venezuela) após um trágico naufrágio, o marujo inglês luta pela sobrevivência valendo-se de todos os escassos meios a seu alcance. Com o tempo e os utensílios recuperados do navio, ele chega a se tornar um competente marceneiro e agricultor, além de pastor de cabras e profundo conhecedor da Bíblia - a única leitura disponível. Sem contato com qualquer ser humano por mais de duas décadas, certo dia Crusoé salva um nativo do assassinato por canibais que haviam aportado numa das praias da ilha, e logo o faz seu criado, dando-lhe o nome de Sexta-Feira. Alguns anos mais tarde, o acaso leva um navio inglês às proximidades da ilha, dando início a um longo conflito com a tripulação amotinada.
O livro também conta com uma alentada introdução de John Richetti, professor emérito de literatura inglesa na Universidade Columbia e reconhecido especialista na obra de Daniel Defoe

Editora Penguin-Companhia | 2012 | 408 páginas | Onde encontrar: Skoob, Amazon

  • Maio: Letra E -  Érico Veríssimo: Olhai os lírios do campo

Eugênio Fontes, moço de origem humilde, a custo se forma médico e, graças a um casamento por interesse, ingressa na elite da sociedade. Nesse percurso, porém, é obrigado a virar as costas para a família, deixar de lado antigos ideais humanitários e abandonar a mulher que realmente ama. Sensível, comovente, "Olhai os Lírios do Campo" é um convite à reflexão sobre os valores autênticos da vida.

Editora Companhia das Letras | 2005 | 288 páginas | Onde encontrar: Skoob, Amazon 


  • Junho: Letra F - Fiódor Dostoiévski: Memórias do subsolo

Escrito na cabeceira de morte de sua primeira mulher, numa situação de aguda necessidade financeira, 'Memórias do Subsolo' condensa um dos momentos mais importantes da literatura ocidental, reunindo vários temas que reaparecerão mais tarde nos últimos grandes romances do escritor russo. Aqui ressoa a voz do homem do subsolo, o personagem-narrador que, à força de paradoxos, investe ferozmente contra tudo e contra todos.

Contra a ciência e contra a superstição, contra o progresso e contra o atraso, contra a razão e a não razão; mas investe, acima de tudo, contra o solo da própria consciência, criando uma narrativa ímpar, de altíssima voltagem poética, que se afirma e se nega a si mesma sucessivamente. Não é por acaso que muitos acabaram vendo neste livro uma prefiguração das ideias de Freud acerca do inconsciente. O próprio Nietzsche, ao lê-lo pela primeira vez, escreveu a um amigo: "A voz do sangue (como denominá-lo de outro modo?) fez-se ouvir de imediato e minha alegria não teve limites".

Ediota 34 | 2000 | 152 páginas | Onde encontrar: Skoob, Amazon

  • Julho: Letra G - George Orwell: A revolução dos bichos

Verdadeiro clássico moderno, concebido por um dos mais influentes escritores do século 20, 'A Revolução dos Bichos' é uma fábula sobre o poder. Narra a insurreição dos animais de uma granja contra seus donos. Progressivamente, porém, a revolução degenera numa tirania ainda mais opressiva que a dos humanos. Escrita em plena Segunda Guerra Mundial e publicada em 1945 depois de ter sido rejeitada por várias editoras, essa pequena narrativa causou desconforto ao satirizar ferozmente a ditadura stalinista numa época em que os soviéticos ainda eram aliados do Ocidente na luta contra o eixo nazifascista.
De fato, são claras as referências: o despótico Napoleão seria Stalin, o banido Bola-de-Neve seria Trotsky, e os eventos políticos - expurgos, instituição de um estado policial, deturpação tendenciosa da História - mimetizam os que estavam em curso na União Soviética. Com o acirramento da Guerra Fria, a obra passou a ser amplamente usada pelo Ocidente nas décadas seguintes como arma ideológica contra o comunismo. O próprio Orwell repetiria o mesmo gesto anos mais tarde com seu outro romance 1984, finalizado-o às pressas à beira da morte para que o mesmo service de alerta ao ocidente sobre o horrores do totalitarismo comunista.
É irônico que o escritor, para fazer esse retrato cruel da humanidade, tenha recorrido aos animais como personagens. De certo modo, a inteligência política que humaniza seus bichos é a mesma que animaliza os homens. Escrito com perfeito domínio da narrativa, atenção às minúcias e extraordinária capacidade de criação de personagens e situações, A revolução dos bichos combina de maneira feliz duas ricas tradições literárias: a das fábulas morais, que remontam a Esopo, e a da sátira política, que teve talvez em Jonathan Swift seu representante máximo.

Editora Companhia das Letras | 2007 | 152 páginas | Onde encontrar: Skoob, Amazon

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E aí, pessoal, bora ler?  =)
Trago resenhas a medida que eu for lendo 

Beijocas, 

1 comentários:

  1. Oi Carla, tudo bem? Adorei esse projeto e a escolha por clássicos magnífica... imagino que serão ótimas leituras e já quero conferir as resenhas que trará! Boa sorte e boas leituras.
    Beijos, Adri
    Espiral de Livros

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